Teologia da Batalha Espiritual

julho 6, 2008 at 2:52 am 10 comentários

Uma análise dos erros e acertos do ensino que tem criado muitas dúvidas entre os membros das igrejas evangélicas

Análise do tema Batalha Espiritual, aqui, enfoca o conjunto de crenças e práticas neopentecostais, mas que vem alcançando espaço em nosso arraial. São inovações provenientes de várias fontes: erros de interpretação de textos bíblicos, experiências pessoais e revelações de origem estranha. Trata-se de distorção doutrinária que está muito em voga na mídia evangélica e que, nos últimos anos, vem recebendo aceitação de muitos líderes desavisados.

REALIDADE DA BATALHA ESPIRITUAL

É verdade que no trabalho da pregação do Evangelho ocorrem muitos fenômenos inexplicáveis. Reconhecemos que os demônios existem. Eles são reais e manifestam-se de várias maneiras, principalmente nas pessoas possessas. Tais espíritos precisam ser expulsos. É verdade, que oração e jejum são indispensáveis e muito importantes na vida do crente, principalmente, quando se encontra numa situação dessa. Esses fatos são atestados nos Evangelhos (Mateus 12.22; 17.19-21).

Antes de sair a campo para evangelização, devemos orar, pedindo a Deus que prepare o campo para a semeadura. Oração e jejum por uma cidade ou um bairro a serem evangelizados são como tropas de artilharia, que primeiro destrói a fortaleza do inimigo, como na guerra, destruindo pontes, aeroportos, rodovias, centrais elétricas, emissoras de rádio e televisão, para que depois as tropas de infantaria possam completar o trabalho.

No plano espiritual há muita semelhança (2Coríntios 10.4). Orar, também, para que o Espírito Santo prepare cada coração para ouvir o Evangelho é muito importante, porque é o próprio Espírito quem convence o homem do pecado (João 16.8).

A batalha espiritual é, portanto, um tema bíblico: “porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”, Efésios 6.12.

Nessa anáfora, a preposição pros, “contra”, é usada cinco vezes para reforçar a idéia de que a esfera principal de atuação do Príncipe das Trevas não é apenas como muitos pensam: na prostituição e no crime, mas principalmente no reino das religiões, religiões falsas etc. É uma batalha espiritual.

Na versão Revista e Corrigida, a tradução de kosmokratoras tou skotous por “príncipes das trevas” é mais precisa. Segundo o dicionário de Horst Balz e Gerhard Schneider, o referido termo significa: “…Senhor do mundo”. À margem da Bíblia, o termo serve para designar os deuses que regem o mundo (Hélios, Zeus, Hermes), e também os seres espirituais ‘cósmicos’ (os planetas)” 1. Os termos entre parênteses são partes da obra citada. Esse conceito está dentro do pensamento paulino nessa passagem.

Nesse aspecto, a teologia da batalha espiritual está de acordo com as Escrituras Sagradas. Os fatos estão registrados na Bíblia e nenhum cristão ousa negar essa realidade. Mas, a interpretação desses fatos apresentada pelos teólogos da batalha espiritual torna-os mais próximo do esoterismo e do ocultismo do que dos pentecostais. Isso envolve a doutrina da maldição hereditária, dos espíritos territoriais, e a idéia de expulsar demônios dos próprios crentes em Jesus.

MALDIÇÃO HEREDITÁRIA

Os expositores dessa doutrina afirmam que seus ensinos têm apoio bíblico e pinçam a Bíblia em busca de versículos aqui e acolá na tentativa de consubstanciar as novidades apresentadas ao povo. Marilyn Hickey é a principal promotora da referida doutrina, também conhecida como maldição de família. A doutrina resume-se nisso: se alguém têm problemas com adultério, pornografia, divórcio, alcoolismo, tendência suicida é porque alguém de sua família, no passado – não importa se avós, bisavós, tataravôs – teve esse problema.

Segundo essa doutrina, a pessoa afetada pela maldição hereditária deve, em primeiro lugar, descobrir em que geração seus ancestrais deram lugar ao Diabo. Uma vez descoberta a tal geração, pede-se perdão por ela, e dessa forma, a maldição de família será desfeita. Uma espécie de perdão por procuração, muito parecido com o batismo pelos mortos, praticado pelos mórmons.

Seu livro intitulado Quebre a Cadeia da Maldição Hereditária, publicado no Brasil, pela Adhonep, em 1988, mostra que seus argumentos são baseados essencialmente em experiências humanas e em perversões exegéticas.

A autora procura fundamentar suas idéias da maldição de família nos problemas de origem espiritual da dinastia de Herodes. Quer provar que a natureza perversa e desnatural de Herodes, o Grande, foi passado de pai para filho. Segundo ela, todos os seus descendentes foram afetados pelo pecado do pai 2.

Será que isso prova a doutrina da maldição de família? A resposta é não! Caim e Abel eram filhos dos mesmos pais, receberam a mesma educação religiosa; entretanto, um era fiel, e o outro ímpio (1João 3.12). O que dizer de Jacó e Esaú, irmãos gêmeos, educados num mesmo lar. Um tornou-se crente e o outro profano (Malaquias 1.2 e Hebreus 12.16-17). Não existe na Bíblia registro de profeta ou apóstolo praticando ou ensinando a inovação defendida aqui pela autora, para quebrar a maldição de Caim, nem de Cão e nem de Esaú.

É óbvio que o ambiente em que vivem os filhos influencia muito na formação moral, psicológica e espiritual deles (Jeremias 13.23). É perfeitamente normal que as características dos pais passem para os filhos, tanto pelo convívio como pela hereditariedade genética e, também, espiritual. Assim, o exemplo da dinastia de Herodes, citado na referida obra, não se reveste de peso, é inconsistente, porque conseqüência genética e natural. Além disso, a dinastia de Herodes era uma família ímpia que não se converteu ao cristianismo. Colocar uma situação dessa como defesa da maldição hereditária é uma camisa-de-força.

A Bíblia ensina que a maldição dos pais não vai além da quarta geração: “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”, Êxodo 20.5.

Esse texto muito conhecido é o segundo mandamento do Decálogo. Interessante que essa passagem é contra a idéia da senhora Hickey, no entanto, ela mesma usou a referida passagem para dar consistência bíblica a sua doutrina.

Vinculando de maneira aleatória, o segundo mandamento do Decálogo ao relato de Cão, descendente de Noé (Gênesis 9.24-27), Hickey conclui: “Visto afirmar a Bíblia que ela é visitada até a quarta geração daqueles que o aborrecem – você poderá observar como ela recaiu sobre as gerações dos cananeus. Quando um pai pratica um pecado, seu filho o assimila. Estabelece-se logo uma fraqueza para pecar, e a velha natureza que vem do pai se transmite ao filho. Então vem o diabo e tenta o filho, e ele também cai3 (Grifo nosso). Isso não é verdade, pois nem sempre o filho assimila o pecado do pai. Há muitos exemplos na história dos reis de Israel e de Judá registrado nos livros dos Reis e das Crônicas. O rei Amom “fez o que era mal aos olhos do SENHOR”, 2Crônicas 33.22, no entanto, o rei Josias, seu filho: “E fez o que era reto aos olhos do SENHOR e andou nos caminhos de Davi, seu pai, sem se desviar deles nem para a direita nem para a esquerda”, 2Crônicas 34.2.

O segundo mandamento do Decálogo diz que Deus visita a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que aborrecem a Deus. Quando alguém se converte a Cristo, deixa de aborrecer a Deus, logo essa passagem bíblica não pode se aplicar aos crentes (Romanos 5.8-10), pois se tornou nova criatura, “as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo”, 2Coríntios 5.17.

A Bíblia ensina que a responsabilidade é pessoal. Havia em Israel um provérbio muito antigo: “Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram”, Ezequiel 18.2. Os hebreus usavam este adágio para lançar a culpa de seus pecados nos antepassados. “Uvas verdes” são os pecados e, os “dentes embotados” são a conseqüência deles. Veja que Deus proibiu esse dito em Israel: “Que pensais, vós, os que usais esta parábola sobre a terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o Senhor Deus, que nuca mais direis parábola em Israel”, Ezequiel 18.2-3.

Todo o capítulo 18 de Ezequiel gira em torno da responsabilidade individual do homem diante de Deus: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”, Ezequiel 18.20. Não há espaço no cristianismo para essa crença estranha da maldição de família.

Outra tentativa para dar roupagem bíblica a essas inovações é a interpretação errônea ao termo “espíritos familiares” (Levíticos 19.31; 20.6 e Isaías 8.19). A autora afirma que os espíritos familiares são “maus espíritos decaídos que se tornaram familiares numa família” 4. Interessante, é que a escritura insinua que essas referências bíblicas só valem se for na versão inglesa do rei Tiago, King James Version, porque nela se traduz por “espíritos familiares” nas três passagens em apreço acima citadas.

A palavra hebraica usada para “espíritos familiares” é ‘obh, ou ‘õbhôth no plural, e significa uma pessoa que tem um espírito familiar. O Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento registra o seguinte: “As traduções modernas têm uma variedade de termos. Dentre eles temos: médium, espírito, espírito de mortos, necromante e mágico” 5. É a “técnica de necromancia rotulada de ventriloquismo. A LXX usa engastrimythos ‘ventriloquismo’ em todas as passagens, exceto Isaías 29.4″ 6. Traduzida da Vulgata Latina por magus, que significa “feiticeiro, médium”, e por python, “advinho”, em Isaías 8.19; 29.4.

O que a Bíblia chama de médium, necromante ou algo do gênero, a autora diz serem espíritos que passam de pai para filhos, na tentativa de substanciar uma doutrina extra-bíblica.

ESPÍRITOS TERRITORIAIS

Os expositores desse ensino fundamentam essa crença em experiências humanas, nos relatos de missionários e não na Palavra de Deus. Peter Wagner, no capítulo três do livro Espíritos Territoriais, demonstra isso.

Em resumo, a doutrina consiste na crença de que Satanás designou seus correligionários para cada país, região ou cidade. O Evangelho só pode prosperar nesses lugares quando alguém, cheio do Espírito Santo, expulsar esse espírito maligno.

Em decorrência disso surgiu a necessidade de uma geografia espiritual, daí o mapeamento espiritual. Os espíritos territoriais são identificados por nomes que eles mesmos teriam revelado com suas respectivas regiões que supostamente comandam.

O apóstolo Paulo diz que “o deus desse século cegou o entendimento dos incrédulos”, 2Coríntios 4.4. Peter Wagner usa o mesmo método das seitas no sentido de tirar conclusões em mera possibilidade. Ele julga ser possível considerar o termo “incrédulos”, como “territórios”, sendo “nações, estados, cidades, grupos culturais, tribos, estruturas sociais” (pág. 72), e sobre essa falsa premissa, constrói seu pensamento doutrinário.

Ainda de maneira sutil, ela procura fundamentar sua idéia nas palavras: “príncipe do reino da Pérsia” (Daniel 10.13), “príncipe da Grécia” (v20) para justificar o mapeamento espiritual. O capítulo três da citada obra apresenta, até, nomes desses supostos espíritos territoriais, os quais teriam se revelado a si mesmos, como Tata Pembele, Guarda dos Antepassados, Espírito de Viagens, entre outros.

Narai seria o espírito-chefe na Tailândia. Isso evidência que os defensores da crença dos espíritos territoriais também crêem na mensagem demoníaca e, isso é muito perigoso, pois Satanás é o pai da mentira (João 8.44).

Não existe vínculo entre a doutrina do mapeamento espiritual com a mensagem de Daniel 10.13, 20, pois o texto sagrado trata de uma guerra angelical e não há indícios da presença humana. O profeta está completamente alheio a essa batalha, seu papel é outro.

Os promotores da doutrina dos espíritos territoriais costumam, também, citar a passagem do endemoninhado gadareno (Marcos 5.10). Quando o demônio, porta-voz da legião, “rogava muito que os não enviasse para fora daquela província”. Isso parece, à primeira vista, que os promotores do tal ensino estão certos. Mas o texto deve ser interpretado à luz do contexto.

A passagem paralela mostra que tal pedido aconteceu porque Jesus havia mandado os tais espíritos para o abismo: “E rogavam-lhe que não os mandasse para o abismo” (Lucas 8.31), por isso pediram para ficar na região, não se trata, portanto, de espíritos territoriais. Essas inovações são perturbadoras e destoam completamente do pensamento do Novo Testamento.

EXISTE CRISTÃO ENDEMONINHADO?

Esses pregadores da batalha espiritual defendem a prática de expulsar demônios de cristãos e isso como resultado de uma teologia distorcida. Segundo essa teologia, o homem seria um espírito que tem alma e habita num corpo. Isso é defendido por muitos líderes da Confissão Positiva, como Essek William Kenyon e Kenneth Hagin.

Partindo desse falso conceito, afirmam que o Espírito Santo habita no espírito humano, na salvação e, os espíritos imundos “estão relegados à alma e ao corpo do cristão” 7. Outros citam, ainda, passagens bíblicas, como: “o mau espírito da parte de Deus, se apoderou de Saul” (1Samuel 18.10) e fraseologia similar (1Samuel 19.9); Judas Iscariotes (Lucas 2.3); Ananias e Safira (Atos 5.1-10). Essas três passagens são interpretadas por eles de maneira distorcida.

CARACTERÍSTICA DE UMA SEITA

Uma das características de uma seita é reavaliar conceitos teológicos a fim de adaptá-los às suas crenças, fugindo do padrão ortodoxo. À luz da Bíblia, o homem é um ser metafísico e moral, feito à imagem e semelhança de Deus, constituído de corpo, alma e espírito (Gênesis 1.26; 2.7 e 1Tessalonicenses 5.23). Alma e espírito são entidades imateriais, distintos um do outro, embora inseparáveis.

O corpo é o invólucro material da alma e do espírito. O texto de Hebreus 4.12 fala da “divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas”. Isso refere-se às três partes distintas da constituição humana.

Fazer jogo de palavras envolvendo corpo, alma e espírito para redefinir teologicamente o homem, afirmando ser ele um “espírito que tem alma e habita num corpo”, facilita a manipulação do texto para adulterar a teologia ortodoxa. A constituição bíblica do ser humano contraria o falso conceito da presença dos demônios no corpo e na alma do cristão.

O argumento sobre o estado espiritual e psicológico de Saul precisa ser analisado com muito cuidado. Há, de fato, quem afirme que ele ficou endemoninhado. Os que defendem esta linha de pensamento sustentam que Deus deu permissão aos demônios para atormentarem Saul, assim como permitiu ferir o patriarca Jó (1.12).

Se isso puder ser confirmado, deve-se levar em conta que Saul, nessa época, estava desviado, Deus o havia rejeitado por causa de sua desobediência (1Samuel 15.23). Entretanto, o texto bíblico não afirma que Saul ficava endemoninhado. É dito que o Espírito Santo retirou-se dele e que “o assombrava um espírito mau da parte do SENHOR” (1Samuel 16.14). Trata-se de um espírito da parte de Deus e não de Satanás. De qualquer forma, é muito temerário usar tal passagem bíblica para fundamentar uma doutrina dessa.

FALSO ARGUMENTO

O exemplo de Judas Iscariotes é inconsistente. A Bíblia revela, de fato, que Judas Iscariotes foi possesso, mas é como disse Paulo Romeiro: “dizer que ele foi um cristão é forçar demais o texto bíblico, e nem foi essa a opinião do Senhor sobre ele” 8. O Senhor Jesus disse que Judas Iscariotes era “um diabo” (João 6.70), e que não estava limpo (João 13.10, 11). O texto sagrado revela ainda que ele era ladrão (João 12.6).

A passagem de Ananias e Safira que o texto bíblico afirma que Ananias e Safira mentiram e não que ficaram possessos ou endemoninhados.

O acontecido é que eles não vigiaram e, por isso, agiram sob influência de Satanás. Eles mentiram ao Espírito Santo (Atos 5.3). Isso pode acontecer com um cristão vacilante, e não é indício de possessão maligna, por isso devemos orar e vigiar, para não cairmos em tentação, disse Jesus: “o espírito está pronto, mas a carne é fraca”, Mateus 26.41.

O Senhor Jesus disse que todos os espíritos demoníacos deixam o corpo da pessoa que se converte ao seu Evangelho (Lucas 11.24). O tal corpo fica varrido e adornado, pela obra do Espírito Santo (v25). A Bíblia, ensina ainda, que o corpo do cristão é templo do Espírito Santo (1Coríntios 6.19) e que o corpo, a alma e o espírito do cristão pertencem a Deus (v20). Nós temos promessas de Deus de que o maligno não nos toca: “o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”, 1João 5.18. O cristianismo baseia-se na Bíblia, e não em experiências humanas, contrárias às Escrituras Sagradas.

ERROS E ACERTOS

Colocando na balança os erros e acertos da Teologia da Batalha Espiritual muito pouco se tem de positivo. Ainda assim o positivo é praticamente neutralizado pelos seus inúmeros malefícios. O incentivo à oração e à dependência divina é um ótimo estímulo ao cristão. Todavia, o povo de Deus está habituado à oração sem essas inovações dos proponentes da batalha espiritual.

À luz da Bíblia essa teologia é falsa e perniciosa. Ela vem trazendo muita confusão nas igrejas.

Outro problema sério: a tal teologia fascina os evangélicos de maneira assustadora, mais que qualquer outro assunto teológico.

Os livros nessa área sobre reavivamento satânico, sobre experiências satânicas, de testemunhos e visões sobre o reino das trevas, são campeões de vendas, cuja leitura não recomendamos, pois em nada edificam o Corpo de Cristo.

Por, Esequias Soares da Silva
Manual do Obreiro

NOTAS

1 BALZ Horst e SCHNEIDER, Gerard. Dicionário Exegético Del Nuevo Testamento, 2ª. Ed. vol. I, Ediciones Sigueme, Salamanca, 2001, pág. 2.379.
2 HICHEY, Marilyn. Quebre a Cadeia da Maldição Hereditária, Adhonep, Rio de Janeiro, 1993, pág. 37-43.
3 HICHEY, Marilyn. Op. Cit., pág. 32.
4 HICHEY, Marilyn. Op. Cit. pág. 62.
5 HARRIS, R. Laird, ARCHER, JR, Gleason L., WALTKE, Bruce K. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, Vida Nova, S. Paulo, 1998, pág. 24.
6 BOTTERWECK, G. J., RINGGREN, Helmer. Theological Dictionary of the Old Testament, vol. I, WM. B. Eerdmans Publishing CO., Grand Rapids, Michigan, USA., 1990, pág. 131.
7 HAMMOND, Frank e Ida Mãe. Porcos na Sala, Editorial Unilit, S. Paulo, 1973, 132.
8 ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em Crise, Editora Mundo Cristão, S. Paulo, 1995, pág. 125.

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10 Comentários Add your own

  • 1. Gilson  |  março 22, 2009 às 6:55 pm

    Pra mim é tudo uma questão de tempo. Um pouquinho de fermento leveda toda a massa, é so dar tempo. Nas ass. de Deus não ha (ainda) sal grosso, rosa vermelha, arruda, gruta do milagre, etc, mas tem as receitas (que imitam a ICAR) tais como faz 3 jejuns na semana (um a mais que os fariseus), faz uma campanha de 7 semanas de oração (ainda acrescentam so com muita oração), como se quantidade resolvesse (mateus 6). Estamos caminhando na mesma direção, os erros do passado voltam a ocorrer assim como o sol nasce todos os dias e a terra gira. A idolatria não é uma escultura ou objeto como alguns pensam e alguns lideres (concupiscentes) ensinam errado, para não serem enquadrados no flagrante delito, a idolatria é uma idéia, modo de pensar, atribuir poder a outrem ou coisa que não o próprio Deus. Adicionam alguns mais uma perola: Pouca oração, pouco poder.
    E Mateus 6 deve estar rasgado da bíblia de muitos, pois agem como verdadeiros pagãos da citação do Senhor Jesus. Precisamos de mais um Lutero (que não tenha rabo preso), urgente.

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  • 2. Gilson  |  março 22, 2009 às 7:01 pm

    E uma pena que no evangeliquez moderno, jejum, oração, campanhas disso e daquilo viram forma de sacrifício explicito, com torções violentas da palavra de Deus.
    O amor, a fé e a esperança desapareceram de muitos devido a imensas decepções incentivadas por lideres sem nenhum escrúpulo e que prestarão contas com Deus.

    Culto disso, daquilo, daquilo outro. Eu penso que culto é para Deus. Constituído de hinos, cânticos espirituais, Palavra, profecia (edificação da igreja), oração e fé e principalmente a presença de Jesus, não apenas no local de culto, mas constante dentro de nos.

    Esses selos ou carimbos podem impressionar alguns, mas na pratica nada do que é anunciado se realiza. Culto de cura e libertação: Ninguém é liberto, nem curado.
    Culto de doutrina e nenhuma doutrina é ensinada. Tem pastor que não sabe (e tem raiva de quem sabe) o que é hermenêutica e muito menos exegese. Quando usa a Palavra, a torce segundo preconceitos de costumes antigos já enraizados em sua mente (cauterizada), e fala somente em costumes e tradições e não em verdade bíblica, anulando Esta conforme Jesus repreendeu os fariseus em Mt 15.
    Por isso os chamados cultos de doutrina estão ficando vazios.
    O crente pode ser ignorante em algumas coisas (que não tem conhecimento) mas não se consegue entretelo muito tempo sem circo e pão, por isso usa-se muito circo (pouco pão, pois gasta-se, a não ser que seja doado). Sem a Palavra da verdade o crente continua errando e errante. Errais por não conhecer as escrituras nem o poder de Deus.
    Creio que a liderança pensa que se derem um carimbo disso ou daquilo, Deus assinara em baixo. A coisa esta feia, misericórdia. Quando Jesus voltar, e estiver do jeito que esta indo, haverá fé na terra?

    As implicações da hermenêutica neoliberal (ou achismos) acabam transformando a mensagem das Escrituras inacessível à Igreja. De acordo com essa abordagem, acabamos sem Escritura, sem revelação, sem verdade e sem pregação, podendo, no máximo, pregarmos apenas uma interpretação nossa do texto, mas nunca a verdade divina.

    Se não podemos alcançar o sentido das Escrituras, não nos resta qualquer base para a doutrina e a prática da igreja, para decisões teológicas, para o ensino doutrinário, para a ordem eclesiástica.
    Assim, instala-se o caos, por meio do qual cada um pode interpretar, como quiser, as Escrituras, as decisões da Igreja e seus símbolos de fé.

    Em meu blog ha temas nesta área, visite: http://gilson-contraheresias.blogspot.com/

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  • 3. Gilson  |  março 22, 2009 às 7:07 pm

    Busca de poder? De unção? onde a palavra de Deus menciona isto. Jesus disse que “Errais por não conhecer as escrituras nem o poder de Deus”. O verbo utilizado é conhecer e não ter ou possuir. Muitos crentes acham que podem se encher do poder de Deus, como se isso fosse o resultado de por exemplo orar pelas madrugadas e jejuar por um ou dois dias na semana, ou seja, seria uma forma de pagamento da parte de Deus pelo seu “trabalho na obra de Deus”, que é considerado por muitos como orar e jejuar muitas vezes na semana, a exemplo da passagem do fariseu e do publicano em Lucas 18:9-14.
    Os crentes nascidos de novo, não deveriam parar no tempo e na “doutrina” em que a mais de 30, 50, 100 anos atrás conheceram a Jesus, se é que conheceram realmente. Um erro teológico pode durar mais de 1500 anos, como a igreja católica nos mostra na prática, ,(se não tomarmos cuidado vamos ainda mais longe), um abismo chama outro abismo e a tendência, sem duvida, a partir dos primeiros erros – por não conhecermos as escrituras – é que a coisa se agigante e a partir de um determinado ponto a mente fica cauterizada coletivamente, e se alguém se levanta contra qualquer tipo de desalinho contra as escrituras só não é apedrejado hoje, como Estevão o foi, por falta de pedras no ambiente em que se está.
    Um cano de água, não possui água dentro fluindo todo o tempo, quando o compramos, ele vem seco, por dentro e por fora. Não adianta o ligarmos em nossa caixa de água com o outro lado desconectado que não haverá água fluindo por ele. O cano por si mesmo não gera água ou contem água todo o tempo se não estiver ligado a uma fonte de água ou na rede da cedae, assim também, o crente não pode ter o poder de Deus fluindo por ele se não houver ligação genuína com a Fonte Divina, mas esse poder fluirá, somente quando, conhecermos as escrituras e o poder de Deus. E mesmo quando fluir será para uma necessidade dentro da igreja de forma dinâmica, em forma de dons, os dons são doados pelo Espírito Santo, e nenhum crente os tem o tempo todo como posse, no momento em que termina sua necessidade, o crente não o possui mais. Por isso é necessário uma vida constante de fé em Deus, a fé e o conhecimento do poder de Deus se da pelo conhecer as escrituras.
    A oração é importante para mantermos a comunhão, adoração, prestarmos culto, comunicarmos nossas necessidades a Deus, mas não para barganharmos como se as horas de oração e dias de jejuns fossem uma forma de moeda de troca pra recebermos de Deus as suas coisas. Creio que seja uma interpretação moderna de “buscai o Reino de Deus e a Sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas.

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  • 4. Gilson  |  março 22, 2009 às 7:10 pm

    Hoje, há nas diversas denominações, verdadeira confusão quanto a termos teológicos e seus significados. Por exemplo, muitos usam a palavra sacrifício ao invés de esforço, ao citarem assiduidade nos cultos, e sabemos que sacrifícios não agradaram e nem agradam a Deus, Salmos 40, 50, 51, 169 e Hebreus 10:5-10 e Hebreus 13:15.

    Será que Samuel mentiu para Saul ao afirmar que era melhor obedecer do que sacrificar?
    E Jesus ao dizer aos fariseus para irem e entenderem o que Deus pronunciara séculos antes dizendo: Misericórdia quero e não sacrifícios. Is 58:1-14.

    Outro termo muito utilizado “é pagar o preço”, como se as coisas de Deus pudessem ser obtidas por “moeda de troca“. Parece que ha uma amnésia geral: Esquecemo-nos que “pela graça somos salvos, mediante a fé, e isto não vem de nos mesmos, é dom de Deus, para que ninguém se glorie (Efesios 2:8 e 9).
    E unção? O negocio fica feio, são inúmeras “interpretações particulares” cada qual visando uma situação particular (visando um fim, ou uma desculpa para heresia). Mais uma vez amnésia geral e parece que Pedro perde tempo e tinta ao citar que “nenhuma profecia e de particular interpretação”.
    O adorador ao buscar a Deus, deve faze-lo por puro prazer, e não para agradar a alguém (somente a Deus). Se não houver amor e prazer no ato da adoração não passaremos de meros robôs iguais aqueles em uma linha de montagem de automóveis, fazendo aquilo que foram programados, sem nenhuma emoção, prazer e principalmente amor. É claro que temos que dominar nossas emoções para não produzirmos um espetáculo circence (mesmo sem querer, querendo).
    O jejum por ex: quando analisado (sem preconceito) pelas escrituras (VT e NT) não foi aprovado por Jesus, nem por Deus e no novo testamento é direcionado pelo Espírito Santo apenas em At 13 de forma coletiva para a igreja para uma obra coletiva de toda a igreja na separação de Paulo e Barnabé para a obra Missionária para o crescimento do REINO DE DEUS. Obra Missionária é para toda a igreja. Paulo jejuou? Sim, mas de maneira pessoal em meio as maiores tribulações e perigos e acoites e perseguições. Não o fez para ganhar uma carroça nova com cavalos novos, nem casa nova ou “porta de emprego”.
    Jesus também falou “Eis que vos dou poder para pisar em serpentes e escorpiões” isso não significa de forma nenhuma que receberemos esse poder por ficarmos de madrugada orando e jejuando toda semana. Só recebe esse poder quem crê nas palavras de Jesus, e ele não colocou nenhum adendo nessa passagem ou em qualquer outra com referencia a ter o poder de Deus. As palavras de Jesus sempre enfatizaram o crer em suas palavras, e Ele disse textualmente, literalmente que SEUS DISCIPULOS NAO JEJUAM. Mt 9:14-19, Mc 2:18 e Lc 5:33 mostram isso, e quem indaga a respeito são os discípulos de João Batista.

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  • 5. Gilson  |  março 22, 2009 às 7:12 pm

    Mateus 9:14. Então os discípulos de João Batista chegaram perto de Jesus e perguntaram: Por que é que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os discípulos do senhor não jejuam?
    15 Jesus respondeu: —Vocês acham que os convidados de um casamento podem estar tristes enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!
    16 Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco.
    17 Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Pelo contrário, o vinho novo é posto em odres novos, e assim não se perdem nem os odres nem o vinho.
    Pedaço de pano novo em vestido velho e vinho novo em odres velhos. Jesus mudou de profissão? Virou alfaiate? Está agora fabricando vinho?
    Sem duvida nenhuma afirmo que pano novo e vinho novo é o Espírito Santo, que nos guia em toda a verdade, e ninguém poderá nos dar receita alguma. João 16- Ele nos direcionará em toda a verdade e o que teremos e deveremos fazer. Não necessitamos de ter ninguém nos direcionando com receitas religiosas do tipo: faz cinco jejuns na semana irmão pra que Jesus abra a porta ou nos dê vitória. João 16.
    Vestido velho e Odres velhos também sem duvida nenhuma afirmo que é o velho homem com sua religiosidade vinda do judaísmo transviado, paganismo e idolatria e “Erram por não conhecerem as escrituras nem o poder de Deus”, e conseqüentemente o Espírito Santo não pode habitar em alguém assim. O Espírito Santo habita em odres novos ou seja, novas criaturas.
    Paulo diz que aquele que esta em Cristo é nova criatura, as coisas velhas se passaram, tudo se fez novo. Tem que ser tudo novo, não pode ter nada velho na nova aliança, ou então não poderia ser nova aliança e sim nova-velha aliança. Isso não daria certo. A roupa velha se rasgaria com o remendo novo nela e o vinho novo romperia os odres velhos e seria uma pura perda de tempo e de vinho novo.
    Alguém poderia alegar que Jesus faz uma ressalva: Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar! Lucas 5:35 nos da uma versão mais explicada para que entendamos.
    Lucas 5:35-39
    35 Mas haverá dias em que o noivo será tirado do meio deles; então nesses dias eles vão jejuar!
    36 Jesus fez também esta comparação: —Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha. Se alguém fizer isso, estraga a roupa nova, e o pedaço de pano novo não combina com a roupa velha.
    37 Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados.
    38 Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos.
    39 E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: “O vinho velho é melhor.”
    Neste ultimo verso vemos como a religião cega o velho homem, ele somente quer o velho, não quer saber do novo. O Espírito Santo é o vinho novo que nos guia em toda a verdade.
    Vejam que Jesus não diz: depois que quando eu sair do meio deles eles vão jejuar para sempre depois disso. A expressão utilizada é “será tirado” (com violência, similar a raptado com força) e a outra expressão é haverá dias e naqueles dias jejuarão.
    Então quando aconteceu isto? Será que o crente nascido de novo não sabe? Parece que não. Esses dias foram, se você ainda não sabe (por coveniencia, quem sabe?) da prisão de Jesus, seu julgamento fraudulento durante a madrugada (o que não era permitido por lei) seus apóstolos ficaram com medo da morte, se separaram, se atemorizaram. Pedro nega a Jesus três vezes, (e não foi porque Jesus curou a sua sogra, ainda porque ele gostava da sogra). Ficaram sem vontade de se alimentar, a morte de Jesus na cruz por fim lhes deu um gosto amargo na boca e no estomago. Jesus sabendo de tudo isso se adiantou já muito tempo antes desses acontecimentos e aproveitou a pergunta sobre a prática do jejum para profetizar sobre os acontecimentos dali a alguns dias e pra fechar o assunto, em João 16:20 Ele diz: Pois eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês vão chorar e ficar tristes, e as pessoas do mundo ficarão alegres. Vocês ficarão tristes, mas essa tristeza se converterá em alegria.
    21 Quando uma mulher está para dar à luz, ela fica triste porque chegou a sua hora de sofrer. Mas, depois que a criança nasce, a mulher fica tão alegre, que nem lembra mais do seu sofrimento.
    22 Assim acontece também com vocês: agora estão tristes, mas eu os verei novamente. Aí vocês ficarão cheios de alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês.
    23 —Quando chegar aquele dia, vocês não me pedirão nada. E eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês pedirem ao Pai alguma coisa em meu nome, ele lhes dará.
    24 Até agora vocês não pediram nada em meu nome; peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa.
    Queridos irmãos, quem tem Jesus tem alegria abundante e completa. E não precisa de remendo, principalmente remendo velho. O Espírito Santo é o vinho novo que nos guia em toda a verdade.

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  • 6. Gilson  |  março 22, 2009 às 7:14 pm

    João 14:23 Jesus respondeu: —A pessoa que me ama obedecerá à minha mensagem, e o meu Pai a amará. E o meu Pai e eu viremos viver com ela.
    24 A pessoa que não me ama não obedece à minha mensagem. E a mensagem que vocês estão escutando não é minha, mas do Pai, que me enviou.
    25 —Tenho dito isso enquanto estou com vocês.
    26 Mas o Auxiliador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará com que lembrem de tudo o que eu disse a vocês.
    27 —Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo.
    Não possui mestrado em teologia.
    Não possui doutorado em teologia.
    Mas lê a Palavra de Deus e crê nela toda, sem torcer a verdade, não isolando texto fora de contexto para dar particular interpretação (outro evangelho),
    Mas possui o Espírito Santo no interior do seu ser.
    Cuidado ao achar que os fins justificam os meios e também que a boa intenção é o que vale. São dois artifícios vindo diretamente do inferno para enganar toda sorte de pessoas.
    O evangelho é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê nele.
    Quer poder meu irmão? Então leia e creia no evangelho, essa é a condição essencial para se ter poder de Deus.
    Adoração deve ser pessoal, sem clonagem de personagens bíblicos. Clonar ou imitar Davi, Ester, Elias, Moises ou qualquer outro servo denota falta de personalidade e pouca intimidade com Deus e sua Palavra, sobrando religiosidade.
    Imitar a fé não significa imitar os atos ou praticas pessoais que foram realizadas dentro de um determinado contexto e dinâmica de acontecimentos no tempo e espaço em que se sucederam. Isto literalmente significa isolar texto fora de contexto, hermenêutica e exegese não são meros ornamentos de interpretação de textos, e devem ser usadas o tempo todo, mas principalmente devemos atentar para o Espírito Santo no interior do nosso ser, nos guiando em toda a verdade, se o tivermos, é claro.

    Responder
  • 7. Gilson  |  março 22, 2009 às 7:24 pm

    Falsa argumentacao: Preparação de batalha espiritual (armadura de Deus, capacete da salvação, espada do espírito, escudo da fé, Calçados os pés do evangelho, cinto da verdade, couraça da justiça e oração) onde fica o jejum em Efesios 6:10-18.? Sera que Paulo esqueceu dele??

    Alguem poderia argumentar que Paulo não esta falando em expulsar demônios. Ora, então de que esta falando? Sera que fala sobre fazermos entrevistas com os demônios, fazer as pessoas endemoniadas colocarem as maos para tras, caírem ajoelhadas e ficarem urrando? Sera? O que ele quer dizer com luta? Nosso povo evangélico esta muito mal orientado e parece que os lideres investem pesado na ignorância teológica do rebanho para conduzilo mais facilmente para onde quiserem.

    Para expulsar determinadas castas de demônios (acréscimos na palavra em Mt 17:21 e Mc 9:29, apos Constantino feitos por Jeronimo ou Agostinho. Informem-se, Jesus jamais citou jejum para esse fim) em nenhuma outra passagem isto se confirma. Como no caso acima Ef 6:10-18. Hermenêutica e exegese, apliquemos. Em Lucas 9 e Lucas 10 – os discípulos são enviados para curar e expulsar todos demônios em nome de Jesus (unção e autoridade Dele), já que eles não jejuaram (e nem jejuavam –Mt 9:14-17) Jesus os teria colocado em perigo, armadilha ou vergonha. Vide Atos 19:13 E alguns judeus, exorcistas ambulantes, tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre possessos de espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus, a quem Paulo prega. 14Os que faziam isto eram sete filhos de um judeu chamado Ceva, sumo sacerdote. 15 Mas o espírito maligno lhes respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? 16E o possesso do espírito maligno saltou sobre eles, subjugando a todos, e, de tal modo prevaleceu contra eles, que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa. Ora se estes eram filhos de sumo sacerdote sera que não jejuavam?? Claro que sim. Mas não tinham fé pessoal e intima em Jesus (conhecimento intimo).
    Atos 17:11 Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Em Lucas 9 e 10 Eles retornam alegres por terem expulsado todos os demônios encontrados e não haviam feito nenhum jejum coletivo ou individual.

    Para unção e ordenação de ministros do Reino (isto não se daria pela oração?, testemunho pessoal e acompanhamento de crescimento espiritual?) Paulo foi ordenado pastor depois que houve algum jejum da igreja em Jerusalém??

    Sempre que formos movidos pelo Espírito Santo (único motivo sensato) E Ele quem nos guia em toda a verdade.

    busque de Deus a orientação para o jejum: motivo, tipo, duração, (estranho será que não se sabe o motivo antes?, então para que o jejum?)
    – retire lentamente os alimentos que não farão parte do jejum (Tem alimento no jejum?)

    – informe e prepare o seu cônjuge e família para esse período de jejum (Jejum não é em secreto?)

    – antes de iniciar consagre ao Senhor Deus esse jejum (consagrar jejum? O jejum não é para Deus? Existe jejum não consagrado? Isto não seria dieta?)
    – jejue com compromisso, alegria, fé e expectativa (Não significa tristeza? Luto, separação, descansar em Deus?)
    – concentre-se no que se propôs e evite actividade e compromissos desnecessários. (jejum com compromissos paralelos fica meio esquisito, Jesus foi para o deserto, não foi pescar na praia)

    – esteja atento às tentações e ciladas para a fazerem quebrar o jejum (A tentação pra Jesus foi no fim do período, quando se encontrava faminto, e venceu pela palavra, e não pelo jejum em si mesmo)
    {O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado”(1) do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o Noivo), e sim aos dias a partir de sua morte. Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a fazê-lo em secreto, sem alarde.}

    – Argumentos falsos (1) fosse “tirado” no original grego “com extrema violência” então a interpretação que também eram aos dias a partir de sua morte soa falsa, (você já viu nota de 3 reais?) pois vai contra a própria presença de Jesus na vida de quem nele crê. Isso sem falar na promessa de Jesus que estaria conosco todos os dias, Mt 28. O texto no Ev. João 16 auto explicativo e paralelo com Mt 9:14-17.

    João 16:6 Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis. 17Então, alguns dos seus discípulos disseram uns aos outros: Que vem a ser isto que nos diz: Um pouco, e não mais me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Vou para o Pai? 18Diziam, pois: Que vem a ser esse – um pouco? Não compreendemos o que quer dizer. 19Percebendo Jesus que desejavam interrogá-lo, perguntou-lhes: Indagais entre vós a respeito disto que vos disse: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? 20Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria. 21A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. 22Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar. 23Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. 24Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.

    Será que os discípulos ficaram tristes por Jesus ter subido aos céus?
    Jesus e Deus, podem estar em todo lugar ao mesmo tempo, principalmente habitando naqueles que Nele crêem.
    E ainda sobre remendo de pano novo em vestido velho? E vinho novo em odres velhos, será que Jesus se tornou em alfaiate e vinhateiro? Parece muito com essa interpretação particular sem uso da hermenêutica e exegese.

    {Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar: “Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is. 58.3a.)

    E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada: (2) pois que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.” (Is. 58:3b,4.)

    Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, (3) Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.}

    – (2);(3) Outros argumentos falsos (interpretação particular – sem hermenêutica e exegese). Isaias 58 não contem as palavras maneira, forma ou jeito (a não ser que se portavam de forma religiosa e hipócrita) e muito menos a palavra errada.

    Sem falar ainda que o texto é exclusivo e não aditivo, ou seja Deus diz: isso é sacrifício de tolo, (vocês não obterão nenhum favor Meu com isso, e acrescenta: vocês chamam ISTO de jejum?). A idéia final é misericórdia quero (dar água, comida, roupas e abrigo ao próximo) e não “sacrifício” (deixar de comer e beber – passar fome e sede de forma religiosa e hipócrita). O SENTIDO FINAL FALSO X VERDADEIRO.

    Uma coisa falsa (dinheiro, produto pirata ou qualquer outra coisa) não é falsa, só um pedaço dela, mas sim toda ela. Se você receber algo falso e passar a frente sabendo, comete crime. O mesmo se da com a Palavra e sua correta interpretação.

    Interpretação particular por coveniência é pecado.

    FALSO JEJUM – IS 58:5 Seria este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e dia aceitável ao Senhor?

    VERDADEIRO JEJUM – IS 58:6 6Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? 7Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?

    Responder
  • 8. Jhosemberg Souza  |  agosto 22, 2009 às 9:29 pm

    Graça e Paz! Só vou citar algumas passgens Neo-testamentárias e tem fortes basses bíbliacas para se quebrar Maldição, se vc conviveu com Candomblecistas, satanistas, Espírtias, deves saber que todos eles lançam constante maldição. Mas o erro dos atuais ministros que escrevem sobre Batalha spiritual é que enfatizam demasiadamente maldições e nós pertencemos a um Deus infinitamente maior e mais poderoso! E Ele quebra constantemente maldições 24 horas todos os dias das nossas vidas! Porém nas passagens que vou apresentar, fica claro as consequências da desobediência! É Bíblico meu irmão que há maldições hereditárias as quais muitos cristãos precisam quebrar! É simples; entrar na posição de Deus e fazer o que Ele ordenar para tapar as brechas; sugiro que reveja algumas coisas do que pensas, a Assembléia de Deus perdeu muito terreno quando passa a questionar certas coisas relativas ao mundo espiritual. Vocês estão entrando por um extremo muito perigoso! Vejamos essas passagens e reflitamos.
    1 Coríntios 6, o capítulo todo; Efésios 5.3-5; Mateus 12.; 2 Pedro 2.20-22

    Com todas as opiniões diferentes, vivamos em Comunhão, Amém?

    Jhosemberg Souza.

    Responder
  • 9. fabio rodrigues  |  dezembro 14, 2009 às 1:15 am

    muito se fala criam mitos outros tem vizagems mais conhecimento da biblia

    Responder
  • 10. Dhanna  |  janeiro 28, 2010 às 12:28 am

    Coisas espirituais são dificeis de se entender. Creio plenamente na Bíblia, mas Maria ver aquele anjo lhe anunciando que ficaria grávida é sobrenatural demais para muitos crentes comuns. O anjo dizendo para Paulo que ninguém morreria naquele naufrágio também é de arripiar! E o dialógo de Jesus com demônio que estava no gadareno! Estamos numa guerra tremenda espiritualmente falando. Nosso inimigo é sutil, invisível e dotado de grande inteligência e sagacidade. Se não é a graça do Senhor, como Ele próprio disse para Paulo, não conseguiremos entender o que há por trás de tudo isso. É bom os cristãos abrirem bem os olhos espirituais, então verão além de sua carne natural. Pense, vivemos num mundo que é sobra das coisas futuras, então há coisas bem grandes que naturalmente não vemos por não ser deste mundo fisíco, mas que existem e estão bem ai!! Vamos orar pedindo para o Senhor Jesus ungir nossos olhos para que vejamos, assim saberemos lutar melhor contra este inimigo que não é carne e nem sangue, mas potestades e governadores do mundo espiritual.Não gosto muito destas coisas, mas há momento que o Espírito Santo nós leva a ver e sentir coisas sobrenaturais, é dificil para alguns entender, mas duvidar destas coisas é duvidar do próprio Deus que é Espírito e menosprezar o que Jesus disse” O meu Pai trabalha até agora”.

    Responder

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